IMPRENSA

10Jul2015

Tratamento definitivo para arritmias



A cardiologia tem avançado bastante no sentido de oferecer intervenções mais seguras e menos invasivas aos pacientes. Com um dos mais modernos laboratórios de sletrofisiologia A cardiologia tem avançado bastante no sentido de oferecer intervenções mais seguras e menos invasivas aos pacientes.

Com um dos mais modernos laboratórios de sletrofisiologia do país, o SinoBrasileiro está preparado para realizar os procedimentos de estudo eletrofisiológico, que permite diagnosticar as arritmias cardíacas e sequencialmente realizar o tratamento ou, como conhecida, a ablação com total segurança e de forma minimamentedo país, o SinoBrasileiro está preparado para realizar os procedimentos de estudo eletrofisiológico, que permite diagnosticar as arritmias cardíacas e sequencialmente realizar o tratamento ou, como conhecida, a ablação com total segurança e de forma minimamente invasiva.

A área está sob responsabilidade do arritmologista Fábio Dorfman, formado na Faculdade de Medicina de Itajubá em 1998 e especializado na área de atuação pela sscola Paulista de Medicina, onde permaneceu por cinco anos em treinamento de cardiologia e eletrofisiologia, sendo posteriormente responsável pelo serviço de arritmologia do hospital estadual do Coração-Cs (Messejana), onde realizou as três primeiras ablações epicárdicas do Nordeste com a ajuda do medico americano da Universidade da Virginia Syrijoi Mahapatra.

Nesta entrevista, Fábio Dorfman fala sobre a ablação - procedimento que trouxe inúmeros benefícios aos pacientes cardíacos - e sobre os recursos do SinoBrasileiro nesta área. “Nosso equipamento, de última geração, permite o tratamento de arritmias complexas, como a fibrilação atrial, responsável por cerca de 20% dos Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), da taquicardia ventricular, que atinge portadores da Doença de Chagas, e da doença coronariana, a maior causa de morte súbita por arritmia”.

Conexão Saúde - O que é ablação e qual sua finalidade?

Dr. Fabio Dorfman - Ablação é o tratamento da arritmia cardíaca por cateteres através das veias, levando-os ao coração. Assemelha-se a uma cauterização com uma energia dita radiofrequência (a mesma das ondas de rádio), que é transformada em calor no contato com o tecido do músculo cardíaco e faz uma pequena lesão que não causa danos. Na verdade, é uma lesão para corrigir um defeito elétrico do coração. Ablação é cauterizar o foco arritmogênico, que pode ser um feixe vásculomotor, uma terminação, ou um tecido com característica de automatismo, que fica competindo com o ritmo cardíaco normal. É o que as pessoas chamam de palpitação, a sensação de batimento errado, descompassado, que pode gerar até um desconforto.

Conexão Saúde - Palpitação, então, é um sintoma da arritmia?

Dr. Fabio Dorfman - Muitas vezes, a arritmia é descrita como palpitação, mas pode vir acompanhada de outros sintomas, como desmaios, tonturas e até morte súbita. Se a pessoa foi salva (morte súbita abortada), ela precisa ser internada para uma investigação bem minuciosa. Outras queixas referem-se ao coração disparar ou ser vagaroso demais, gerando o cansaço, muito comum na terceira idade, pelo desgaste próprio do sistema elétrico cardíaco e que pode ser facilmente resolvido com o implante de um marca-passo.

Conexão Saúde - A ablação substitui ou complementa outro procedimento?

Dr. Fabio Dorfman - A ablação vem na sequência do estudo eletrofisiológico. Mas, usualmente, ambos são feitos ao mesmo tempo. Durante o estudo se induz a arritmias e é comum tentar tratá-las nesse momento. sntão se diz: estudo eletrofisiológico com ablação.

Conexão Saúde - O que a ablação representa em termos de conhecimento sobre cardiologia?

Dr. Fabio Dorfman - A eletrofisiologia é uma subespecialidade da cardiologia que, apesar de jovem, vem mudando conceitos e paradigmas na cardiologia e consequentemente na qualidade de vida das pessoas. Um bom exemplo ocorreu em 1998, quando um médico francês, o doutor Michel Haïssaguerre, de Bordeaux, publicou que70-80% da arritmia fibrilação atrial, que é a arritmia mais comum na prática médica, tinham sua origem nas veias pulmonares.

Nós mudamos completamente o nosso comportamento de como tratá-la e, graças a ele, hoje temos muitos pacientes livres desta doença. Outra grande contribuição foi o aparecimento de equipamentos mais delicados, que foram desenvolvidos à medida que começamos a tratar mais os nossos pacientes. Antes disso, os pacientes ingeriam fármacos durante anos, às vezes, a vida inteira e conviviam com efeitos colaterais indesejáveis. Hoje, em boa parte das arritmias o tratamento é curável, sendo suspensa a medicação.

Para algumas arritmias ainda mantemos o remédio, mas apenas porque faltavam evidências de que podemos suspendê-lo. É o caso da fibrilação atrial e da taquicardia ventricular, por terem uma taxa maior de recorrência. sm outros, a taxa de cura é bem alta, de 95% sem droga. Nos causa grande entusiasmo.

Conexão Saúde - sxistem restrições para o tratamento da arritmia?

Dr. Fabio Dorfman - Não. A maioria dos pacientes que eu opero, no caso de fibrilação atrial, tem mais de 60 anos, às vezes mais de 80. s por que operar alguém nessa faixa etária? Porque a arritmia responde por até 20% dos casos de AVC nessa faixa, além de causar uma piora clinica importante, como cansaço, podendo gerar insuficiência cardíaca.

Conexão Saúde - Que recursos são necessários para essa intervenção?

Dr. Fabio Dorfman - Geralmente este procedimento é realizado num laboratório de eletrofisiologia, que consiste na hemodinâmica (lugar onde se realizam os procedimentos invasivos cardiovasculares).

Um método eletroanatômico (3D) fornecido pelos laboratórios Johnson ou St. Jude Medical ajuda muito a aumentar a taxa de sucesso do laboratório - no caso do SinoBrasileiro temos o snsite; um ecocardiograma intracardíaco, outra ferramenta que nossa equipe possui, aumenta a segurança do serviço e do paciente. São necessários esses três recursos e também uma boa UTI, para dar segurança ao paciente no pós-operatório. Nem todas as equipes utilizam esses recursos todos, mas, pessoalmente, acho que contar com eles ajuda muito.

O compromisso da equipe com o SinoBrasileiro foi o de trazer todos os equipamentos que pudessem aumentar a segurança do paciente e a taxa de sucesso. O último adquirido, um dos quatro existentes no Brasil, foi o polígrafo touch-screen de última geração da St. Jude. sm nossa equipe somos quatro médicos eletrofisiologistas; além de mim, os doutores Paulo Alexandre da Costa, svandro Sbaraini e Rafael de Biase Abt. Todos treinados na sscola Paulista de Medicina, exceto o dr. svandro (Beneficência Portuguesa).

É uma exigência do grupo a atualização, por isso, todo ano, estamos nos congressos europeu e norte-americano da área ou em treinamento em algum outro serviço referência.

Conexão Saúde - Como é o período pós-operatório?

Dr. Fabio Dorfman - A maioria das arritmias é simples. Nas congênitas e nas de adultos jovens, o paciente fica geralmente um dia internado no hospital. No caso de pacientes com fibrilação atrial e/ou com taquicardia ventricular, independentemente da idade, são dois dias, um na UTI e outro na enfermaria.

O paciente retorna ao consultório aproximadamente depois de dez dias para avaliação das cicatrizes, lembrando que não existem pontos. Tudo é feito de forma minimamente invasiva com agulhas e punções centrais.

Os benefícios ao paciente são realmente enormes. A grande maioria se livra dos remédios, permanece pouco tempo exposta à radiação, pois encurtamos o tempo devido às novas tecnologias, como é o caso do tratamento da uma fibrilação atrial, que era de 180 minutos e caiu para 17 minutos.